domingo, 1 de março de 2009

Nos acréscimos, derrota Colorada.

E o Internacional conseguiu. Na semana passada o clube gaúcho surpreendeu a imprensa fechando a negociação do meia Alex com o Spartak Moscovo.

Os dirigentes colorados já diziam: "É preciso vender um jogador por ano!". Não se pode negar que a baixa receita no futebol brasileiro torna impossível a manutenção de grandes times ao longo dos anos. Entretanto, vendo como o caso evoluiu e analisando-se o desfecho, vemos que a negociação ocorreu da pior maneira possível, prejudicando o jogador e o time vendedor.

Alex era, indiscutivelmente, o craque do time. Apesar de um Campeonato Brasileiro com algumas lesões em 2008, conseguiu realizar boas atuações e foi um dos melhores jogadores da campanha colorada na Copa Sul-Americana. O jogador encheu os olhos de ingleses, espanhóis, italianos e até do "técnico" Dunga, que passou a incluir o meia em suas convocações. Porém, bastou a janela européia de transferências se abrir para que a relação entre S.C.Internacional e Alex fosse abalada, deixando clara a indecisão do clube entre vender ou não o jogador. Logo no começo do mês de janeiro, a diretoria colorada cancelou, na reta final, as negociações com um time inglês. No entanto, mesmo assim, os gaúchos permaneciam com o meia à venda. Não demorou para que Alex dissesse que estava insatisfeito com a situação, visto que, ao mesmo tempo que o clube permanecia com a política de vender um jogador para fechar "no azul", não queria se desfazer dele, deixando seu futuro indefinido. Para Alex, o pior ainda estava por vir.

O dia 31 de janeiro chegou, fechando-se, assim, a janela de transferências dos campeonatos europeus. Restava ao meia, lutar para reconstruir um bom ambiente no clube. Entretanto, veio o golpe baixo. Por inexplicáveis "opções táticas" do treinador Tite, Alex foi para o banco, o que levou o jogador a reclamar do esquema de jogo de seu técnico, com direito a réplica e tréplica mediante à imprensa.

Mais uma vez, o clima instável pairava sobre o Beira-Rio. E, dessa vez, poucas alternativas restavam. O mercado russo, com uma das poucas janelas de transferências ainda abertas na Europa em fevereiro, era o destino de Alex que, por irrisórios 5 milhões de euros, assinou com o Spartak Moscovo, que ocupa atualmente a segunda colocação do campeonato nacional e que, curiosamente, pagou 8 milhões de euros na contratação do volante do grêmio Rafael Carioca nessa mesma janela de transferências.

Em janeiro, o Internacional teria conseguido, na mão dos ingleses, no mínimo o dobro do valor pago pelo Spartak. Além disso, a Rússia não era o destino que um jogador como Alex merecia. Novamente, o despreparo de dirigentes e a falta de planejamento concreto marcam um gol-contra no futebol brasileiro.

"Skavurzka", Colorado!

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