A notícia já repercutiu o suficiente, mas não é demais lembrar. Sexta-feira, delegação corintiana concentrada em Presidente Prudente, e Ronaldo se apresenta ao hotel com seis horas de atraso, às cinco da matina. Decepciona, mas não surpreende. Os antecedentes do Fenômeno, quando já contratado pelo Corinthians, já apontavam um sério desvio do que se tem por comportamento profissional (tenha-se em vista o seu desbunde na boate Pink Elephant, em São Paulo).
Ronaldo foi multado em 50 mil reais. Soa justo, não? Dentro de qualquer contexto é óbvio que sim, inclusive podendo ser considerada uma punição branda, mas as atitudes da diretoria do clube no desenrolar da trama revelam contradição e o mais puro amadorismo.
A ida da estrela para o interior paulista foi cercada de interesses políticos: do rachão para 7 mil torcedores á famigerada "visita" ao Pop Drink's. Se tornou o grande cabo eleitoral da oportunista prefeitura da cidade e trunfo do empresariado prudentino. Ronaldo foi à referida casa noturna atendendo a convite de Antonio Carlos, diretor técnico do Corinthians e amigo do empresário dono do estabelecimento. Segundo fontes oposicionistas, Zago teria dito aos seguranças do clube que os demais jogadores "são tudo peão", e que deveriam voltar dentro do horário pré-estabelecido; "O Ronaldo vem comigo".
Não foi a primeira vez que um dirigente alvinegro se aventurou em baladas com o centroavante; Andrés Sánchez já foi visto em sua companhia em danceteria paulistana. Ronaldo, que já desfrutou do que a noite oferece de melhor em Madri, Milão e Barcelona, não foi ao Pop Drink's só para cair na gandaia. A insistência da diretoria em tratá-lo apenas por conta da força de seu nome ultrapassou todos os limites do aceitável. A vantagem de se ter um jogador genial como ele é aproveitar seu futebol, não o retorno financeiro que pode dar (e que dificilmente supera os gastos com seu salário). O patrocínio não chegou. A barriga não foi embora. E a estreia está cada dia mais longe.
domingo, 1 de março de 2009
Nos acréscimos, derrota Colorada.
E o Internacional conseguiu. Na semana passada o clube gaúcho surpreendeu a imprensa fechando a negociação do meia Alex com o Spartak Moscovo.
Os dirigentes colorados já diziam: "É preciso vender um jogador por ano!". Não se pode negar que a baixa receita no futebol brasileiro torna impossível a manutenção de grandes times ao longo dos anos. Entretanto, vendo como o caso evoluiu e analisando-se o desfecho, vemos que a negociação ocorreu da pior maneira possível, prejudicando o jogador e o time vendedor.
Alex era, indiscutivelmente, o craque do time. Apesar de um Campeonato Brasileiro com algumas lesões em 2008, conseguiu realizar boas atuações e foi um dos melhores jogadores da campanha colorada na Copa Sul-Americana. O jogador encheu os olhos de ingleses, espanhóis, italianos e até do "técnico" Dunga, que passou a incluir o meia em suas convocações. Porém, bastou a janela européia de transferências se abrir para que a relação entre S.C.Internacional e Alex fosse abalada, deixando clara a indecisão do clube entre vender ou não o jogador. Logo no começo do mês de janeiro, a diretoria colorada cancelou, na reta final, as negociações com um time inglês. No entanto, mesmo assim, os gaúchos permaneciam com o meia à venda. Não demorou para que Alex dissesse que estava insatisfeito com a situação, visto que, ao mesmo tempo que o clube permanecia com a política de vender um jogador para fechar "no azul", não queria se desfazer dele, deixando seu futuro indefinido. Para Alex, o pior ainda estava por vir.
O dia 31 de janeiro chegou, fechando-se, assim, a janela de transferências dos campeonatos europeus. Restava ao meia, lutar para reconstruir um bom ambiente no clube. Entretanto, veio o golpe baixo. Por inexplicáveis "opções táticas" do treinador Tite, Alex foi para o banco, o que levou o jogador a reclamar do esquema de jogo de seu técnico, com direito a réplica e tréplica mediante à imprensa.
Mais uma vez, o clima instável pairava sobre o Beira-Rio. E, dessa vez, poucas alternativas restavam. O mercado russo, com uma das poucas janelas de transferências ainda abertas na Europa em fevereiro, era o destino de Alex que, por irrisórios 5 milhões de euros, assinou com o Spartak Moscovo, que ocupa atualmente a segunda colocação do campeonato nacional e que, curiosamente, pagou 8 milhões de euros na contratação do volante do grêmio Rafael Carioca nessa mesma janela de transferências.
Em janeiro, o Internacional teria conseguido, na mão dos ingleses, no mínimo o dobro do valor pago pelo Spartak. Além disso, a Rússia não era o destino que um jogador como Alex merecia. Novamente, o despreparo de dirigentes e a falta de planejamento concreto marcam um gol-contra no futebol brasileiro.
"Skavurzka", Colorado!
Os dirigentes colorados já diziam: "É preciso vender um jogador por ano!". Não se pode negar que a baixa receita no futebol brasileiro torna impossível a manutenção de grandes times ao longo dos anos. Entretanto, vendo como o caso evoluiu e analisando-se o desfecho, vemos que a negociação ocorreu da pior maneira possível, prejudicando o jogador e o time vendedor.
Alex era, indiscutivelmente, o craque do time. Apesar de um Campeonato Brasileiro com algumas lesões em 2008, conseguiu realizar boas atuações e foi um dos melhores jogadores da campanha colorada na Copa Sul-Americana. O jogador encheu os olhos de ingleses, espanhóis, italianos e até do "técnico" Dunga, que passou a incluir o meia em suas convocações. Porém, bastou a janela européia de transferências se abrir para que a relação entre S.C.Internacional e Alex fosse abalada, deixando clara a indecisão do clube entre vender ou não o jogador. Logo no começo do mês de janeiro, a diretoria colorada cancelou, na reta final, as negociações com um time inglês. No entanto, mesmo assim, os gaúchos permaneciam com o meia à venda. Não demorou para que Alex dissesse que estava insatisfeito com a situação, visto que, ao mesmo tempo que o clube permanecia com a política de vender um jogador para fechar "no azul", não queria se desfazer dele, deixando seu futuro indefinido. Para Alex, o pior ainda estava por vir.
O dia 31 de janeiro chegou, fechando-se, assim, a janela de transferências dos campeonatos europeus. Restava ao meia, lutar para reconstruir um bom ambiente no clube. Entretanto, veio o golpe baixo. Por inexplicáveis "opções táticas" do treinador Tite, Alex foi para o banco, o que levou o jogador a reclamar do esquema de jogo de seu técnico, com direito a réplica e tréplica mediante à imprensa.
Mais uma vez, o clima instável pairava sobre o Beira-Rio. E, dessa vez, poucas alternativas restavam. O mercado russo, com uma das poucas janelas de transferências ainda abertas na Europa em fevereiro, era o destino de Alex que, por irrisórios 5 milhões de euros, assinou com o Spartak Moscovo, que ocupa atualmente a segunda colocação do campeonato nacional e que, curiosamente, pagou 8 milhões de euros na contratação do volante do grêmio Rafael Carioca nessa mesma janela de transferências.
Em janeiro, o Internacional teria conseguido, na mão dos ingleses, no mínimo o dobro do valor pago pelo Spartak. Além disso, a Rússia não era o destino que um jogador como Alex merecia. Novamente, o despreparo de dirigentes e a falta de planejamento concreto marcam um gol-contra no futebol brasileiro.
"Skavurzka", Colorado!
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
No Grupo da Morte, quem se dá bem é o Leão
Ao contrário do outro time brasileiro da chave, o Palmeiras, o Sport iniciou a Libertadores com o pé direito. Analisar uma partida apenas baseado nos melhores momentos é coisa pra comentarista de segunda linha (cof, cof, Lédio Carmona, cof, cof), mas a vitória em Santiago sobre o tradicional Colo Colo por 2 a 1 é um indicador positivo para a equipe de Nelsinho Baptista. Com um elenco baseado em velhos pistoleiros (Durval, Dutra, Sandro Goiano, Paulo Baier), o Leão da Ilha mostra força para avançar na fase de grupos. Olhos atentos para o jovem atacante Ciro, que já vinha fazendo estrago no Campeonato Pernambucano e, pelo visto, deu muita dor de cabeça para a zaga chilena.
A decepção do grupo, no entanto, foi o Palmeiras. É bem verdade que perder para o atual campeão do torneio, fora de casa e na altitude de Quito (onde nem a Seleção Brasileira ganha) não deve ser encarado como vexame, mas o futebol apresentado pela equipe, em relação a aquele observado nos jogos anteriores, deixou a desejar.
A primeira observação, e a que deve ter ficado mais clara, foi a de que o time foi muito bobinho perante uma malandra LDU; aqueles que deveriam ter passado tranquilidade ao grupo falharam em lances capitais (Marcos, no segundo gol, e Edmílson, tendo feito falta desnecessária no gol de Manso), e o time abusou da violência. Mas o que derrubou o Palmeiras foi a total falta de coesão da equipe na hora de atacar. Praticou um futebol calcado em lançamentos longos (difícil em um estádio onde a velocidade da bola é diferente) e insistia em afunilar as jogadas. No primeiro tempo não se viu Armero; no segundo, Fabinho Capixaba. O que se pôde constatar também foi o futebol apagado do grande jogador do time, Keirrison, e a total ineficiência dos reservas que entraram no decorrer do jogo.
De qualquer forma, acredito que os dois times brasileiros vão se classificar. A LDU é ainda um time respeitável, mesmo fora de seus domínios, mas inferior tecnicamente; quanto ao Colo Colo, não vi, mas se continuar com a inconstância dos últimos anos (como deve fazer, tendo em vista o resultado de ontem) não deve ser o grande obstáculo da chave. 10 pontos devem ser necessários para que se garanta pelo menos o segundo lugar no Grupo da Morte. Ao Palmeiras, basta vencer tudo em casa e arrancar, no mínimo, um pontinho em Recife ou no Chile; para o Sport, está tudo mais fácil.
A decepção do grupo, no entanto, foi o Palmeiras. É bem verdade que perder para o atual campeão do torneio, fora de casa e na altitude de Quito (onde nem a Seleção Brasileira ganha) não deve ser encarado como vexame, mas o futebol apresentado pela equipe, em relação a aquele observado nos jogos anteriores, deixou a desejar.
A primeira observação, e a que deve ter ficado mais clara, foi a de que o time foi muito bobinho perante uma malandra LDU; aqueles que deveriam ter passado tranquilidade ao grupo falharam em lances capitais (Marcos, no segundo gol, e Edmílson, tendo feito falta desnecessária no gol de Manso), e o time abusou da violência. Mas o que derrubou o Palmeiras foi a total falta de coesão da equipe na hora de atacar. Praticou um futebol calcado em lançamentos longos (difícil em um estádio onde a velocidade da bola é diferente) e insistia em afunilar as jogadas. No primeiro tempo não se viu Armero; no segundo, Fabinho Capixaba. O que se pôde constatar também foi o futebol apagado do grande jogador do time, Keirrison, e a total ineficiência dos reservas que entraram no decorrer do jogo.
De qualquer forma, acredito que os dois times brasileiros vão se classificar. A LDU é ainda um time respeitável, mesmo fora de seus domínios, mas inferior tecnicamente; quanto ao Colo Colo, não vi, mas se continuar com a inconstância dos últimos anos (como deve fazer, tendo em vista o resultado de ontem) não deve ser o grande obstáculo da chave. 10 pontos devem ser necessários para que se garanta pelo menos o segundo lugar no Grupo da Morte. Ao Palmeiras, basta vencer tudo em casa e arrancar, no mínimo, um pontinho em Recife ou no Chile; para o Sport, está tudo mais fácil.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
O pai dos mureteiros
São 14 horas de terça feira, e o Arena Sportv está no ar. Cléber Machado e sua equipe de comentaristas destrincham os acontecimentos da véspera e da semana e, a fim de rechear o programa, adentram em intermináveis discussões filosóficas sobre a essência do futebol. Inevitavelmente o vespertino esportivo diário do "Canal Campeão" ganhou a fama de sonífero, embalando as siestas pós-almoço de muitos assinantes.
Os canais Globosat, em especial o Sportv, têm no poderio econômico de sua matriz um grande trunfo para realizar amplas coberturas jornalísticas de grandes eventos de âmbito nacional e mundial. Mas, como infelizmente se constata desde sua fundação, os interesses da Rede Globo acabam por gerar uma crítica engessada e chapa branca. O grande retrato desse jornalismo fazedor de média é o âncora do Arena.
Se o material humano do programa já não prima pela qualidade, Cléber Machado faz de tudo para que suas discussões tornem-se vagas, confusas e desinteressantes. Suas observações levianas, que nos levam a pensar que ele sequer pensa antes de falar, já lhe valeram pelo menos duas nomeações no Top 5 do Custe o Que Custar, da Band (quadro que ranqueia as gafes semanais da televisão brasileira). É verdade que um ou outro se salva, como o Mauricio Noriega e André Rizek. Mas suas tentativas de aprofundar o programa através de críticas com um viés mais sério ou extremado são sempre rechaçadas pelo apresentador, que imagina fazer justiça ao defender pontos de vista injustificáveis, numa parca análise dos dois lados da moeda. Mais triste ainda é observar a acomodação de dinossauros da crônica esportiva, como Claudio Carsughi e até Marco Antônio Rodrigues, perante a total falta de fervor do programa. A tendência é que, para cada Alex Escobar que surja, apareçam dois Wagners Villaron e um Ricardo Capriotti (será que alguém poderia me explicar a contratação desse cara?).
Para o bem dos telespectadores, Cléber Machado se mandou para o Rio neste começo do ano, visto que será o encarregado de narrar os desfiles das escolas de samba. Em seu lugar, o comando do programa foi entregue ao competente Milton Leite, que embora tenha opiniões divergentes sobre muitos aspectos em relação a este que vos escreve, pelo menos as tem e sabe conduzir o Arena de forma inteligente e divertida.
Machado deve fazer carreira longa na Globo, e não demorará muito até que tome o posto de Galvão Bueno como o homem-forte do futebol da emissora e, consequentemente, da TV aberta. Seu tom conciliador e modorrento agrada aos altos escalões da diretoria. Pudera, incitar opiniões radicais do torcedor contra figurões da cartolagem seria um perigo para a Dona do Brasil, aliada incondicional destes nas negociações por direitos televisivos . Melhor seria se Cléber se recolhesse à sua mediocridade, assim como seu colega Luís Roberto, e se limitasse a narrar os jogos e escutar os outros.
Os canais Globosat, em especial o Sportv, têm no poderio econômico de sua matriz um grande trunfo para realizar amplas coberturas jornalísticas de grandes eventos de âmbito nacional e mundial. Mas, como infelizmente se constata desde sua fundação, os interesses da Rede Globo acabam por gerar uma crítica engessada e chapa branca. O grande retrato desse jornalismo fazedor de média é o âncora do Arena.
Se o material humano do programa já não prima pela qualidade, Cléber Machado faz de tudo para que suas discussões tornem-se vagas, confusas e desinteressantes. Suas observações levianas, que nos levam a pensar que ele sequer pensa antes de falar, já lhe valeram pelo menos duas nomeações no Top 5 do Custe o Que Custar, da Band (quadro que ranqueia as gafes semanais da televisão brasileira). É verdade que um ou outro se salva, como o Mauricio Noriega e André Rizek. Mas suas tentativas de aprofundar o programa através de críticas com um viés mais sério ou extremado são sempre rechaçadas pelo apresentador, que imagina fazer justiça ao defender pontos de vista injustificáveis, numa parca análise dos dois lados da moeda. Mais triste ainda é observar a acomodação de dinossauros da crônica esportiva, como Claudio Carsughi e até Marco Antônio Rodrigues, perante a total falta de fervor do programa. A tendência é que, para cada Alex Escobar que surja, apareçam dois Wagners Villaron e um Ricardo Capriotti (será que alguém poderia me explicar a contratação desse cara?).
Para o bem dos telespectadores, Cléber Machado se mandou para o Rio neste começo do ano, visto que será o encarregado de narrar os desfiles das escolas de samba. Em seu lugar, o comando do programa foi entregue ao competente Milton Leite, que embora tenha opiniões divergentes sobre muitos aspectos em relação a este que vos escreve, pelo menos as tem e sabe conduzir o Arena de forma inteligente e divertida.
Machado deve fazer carreira longa na Globo, e não demorará muito até que tome o posto de Galvão Bueno como o homem-forte do futebol da emissora e, consequentemente, da TV aberta. Seu tom conciliador e modorrento agrada aos altos escalões da diretoria. Pudera, incitar opiniões radicais do torcedor contra figurões da cartolagem seria um perigo para a Dona do Brasil, aliada incondicional destes nas negociações por direitos televisivos . Melhor seria se Cléber se recolhesse à sua mediocridade, assim como seu colega Luís Roberto, e se limitasse a narrar os jogos e escutar os outros.
Belluzzo, com toda a razão...
Pode ser cedo para julgar, mas o recém eleito para o cargo de presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras já se mostra um dirigente e ser humano diferenciado para o meio do futebol.
Luis Gonzaga Belluzzo, 66 anos, é formado em Direito pela USP, pós-graduado em Desenvolvimento Econômico pela CEPAL e ex-professor da Unicamp. Além disso, o novo presidente foi secretário de Politica Econômica do Ministério da Fazenda, secretário de Ciência e Tecnologia do estado de São Paulo e consultor pessoal de economia do Presidente Luis Inácio Lula da Silva. Entretanto, o que o torna verdadeiramente distinto dos outros cartolas, além de seu incriticável currículo, é a lucidez e o bom senso que demonstra em entrevistas e programas esportivos.
Um dos maiores desafios que Belluzzo enfrentará durante sua gestão no biênio 2009/2010 será conciliar o desenvolvimento do Palmeiras como um clube de futebol simultaneamente à perigosa parceria com o grupo de investimentos Traffic, tido como fator negativo por parte da torcida alvi-verde. Entretanto, o novo presidente, em seu Programa de Governo, diz querer ampliar a parceria, fazendo com que o clube consiga crescer sem se tornar escravo dos investidores. Sábia decisão. Dificilmente o Palmeiras conseguiria formar um time competitivo sem o auxílio. No mesmo Programa, Belluzzo menciona novos projetos para investimentos nas categorias de base para formação de novos atletas, essenciais para o clube que não revela um grande jogador desde Vagner Love em 2003.
Nessa semana, diante do caos instaurado por dirigentes de São Paulo e Corinthians frente à polêmica dos 10%, Belluzzo declarou que o clássico entre Palmeiras e Corinthians, que será disputado em Presidente Prudente, com mando do Palmeiras, terá a divisão dos ingressos em 50% para os palmeirenses e 50% para a torcida corinthiana. Além disso, o Presidente disse que metade da verba arrecadada com o jogo será destinada aos cofres do Corinthians, uma vez que não acha justo que o time contribua com a lotação do estádio e não tenha direito a receber parte da receita. A decisão pode soar oportunista depois de um clássico tão conturbado no Morumbi, mas, com certeza, sensata.
É triste ter que destacar um "Cartola" por suas raras qualidades. De fato, Belluzzo não merece o apelido. Chamem-no de "Dirigente".
Luis Gonzaga Belluzzo, 66 anos, é formado em Direito pela USP, pós-graduado em Desenvolvimento Econômico pela CEPAL e ex-professor da Unicamp. Além disso, o novo presidente foi secretário de Politica Econômica do Ministério da Fazenda, secretário de Ciência e Tecnologia do estado de São Paulo e consultor pessoal de economia do Presidente Luis Inácio Lula da Silva. Entretanto, o que o torna verdadeiramente distinto dos outros cartolas, além de seu incriticável currículo, é a lucidez e o bom senso que demonstra em entrevistas e programas esportivos.
Um dos maiores desafios que Belluzzo enfrentará durante sua gestão no biênio 2009/2010 será conciliar o desenvolvimento do Palmeiras como um clube de futebol simultaneamente à perigosa parceria com o grupo de investimentos Traffic, tido como fator negativo por parte da torcida alvi-verde. Entretanto, o novo presidente, em seu Programa de Governo, diz querer ampliar a parceria, fazendo com que o clube consiga crescer sem se tornar escravo dos investidores. Sábia decisão. Dificilmente o Palmeiras conseguiria formar um time competitivo sem o auxílio. No mesmo Programa, Belluzzo menciona novos projetos para investimentos nas categorias de base para formação de novos atletas, essenciais para o clube que não revela um grande jogador desde Vagner Love em 2003.
Nessa semana, diante do caos instaurado por dirigentes de São Paulo e Corinthians frente à polêmica dos 10%, Belluzzo declarou que o clássico entre Palmeiras e Corinthians, que será disputado em Presidente Prudente, com mando do Palmeiras, terá a divisão dos ingressos em 50% para os palmeirenses e 50% para a torcida corinthiana. Além disso, o Presidente disse que metade da verba arrecadada com o jogo será destinada aos cofres do Corinthians, uma vez que não acha justo que o time contribua com a lotação do estádio e não tenha direito a receber parte da receita. A decisão pode soar oportunista depois de um clássico tão conturbado no Morumbi, mas, com certeza, sensata.
É triste ter que destacar um "Cartola" por suas raras qualidades. De fato, Belluzzo não merece o apelido. Chamem-no de "Dirigente".
Assinar:
Postagens (Atom)