Pode ser cedo para julgar, mas o recém eleito para o cargo de presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras já se mostra um dirigente e ser humano diferenciado para o meio do futebol.
Luis Gonzaga Belluzzo, 66 anos, é formado em Direito pela USP, pós-graduado em Desenvolvimento Econômico pela CEPAL e ex-professor da Unicamp. Além disso, o novo presidente foi secretário de Politica Econômica do Ministério da Fazenda, secretário de Ciência e Tecnologia do estado de São Paulo e consultor pessoal de economia do Presidente Luis Inácio Lula da Silva. Entretanto, o que o torna verdadeiramente distinto dos outros cartolas, além de seu incriticável currículo, é a lucidez e o bom senso que demonstra em entrevistas e programas esportivos.
Um dos maiores desafios que Belluzzo enfrentará durante sua gestão no biênio 2009/2010 será conciliar o desenvolvimento do Palmeiras como um clube de futebol simultaneamente à perigosa parceria com o grupo de investimentos Traffic, tido como fator negativo por parte da torcida alvi-verde. Entretanto, o novo presidente, em seu Programa de Governo, diz querer ampliar a parceria, fazendo com que o clube consiga crescer sem se tornar escravo dos investidores. Sábia decisão. Dificilmente o Palmeiras conseguiria formar um time competitivo sem o auxílio. No mesmo Programa, Belluzzo menciona novos projetos para investimentos nas categorias de base para formação de novos atletas, essenciais para o clube que não revela um grande jogador desde Vagner Love em 2003.
Nessa semana, diante do caos instaurado por dirigentes de São Paulo e Corinthians frente à polêmica dos 10%, Belluzzo declarou que o clássico entre Palmeiras e Corinthians, que será disputado em Presidente Prudente, com mando do Palmeiras, terá a divisão dos ingressos em 50% para os palmeirenses e 50% para a torcida corinthiana. Além disso, o Presidente disse que metade da verba arrecadada com o jogo será destinada aos cofres do Corinthians, uma vez que não acha justo que o time contribua com a lotação do estádio e não tenha direito a receber parte da receita. A decisão pode soar oportunista depois de um clássico tão conturbado no Morumbi, mas, com certeza, sensata.
É triste ter que destacar um "Cartola" por suas raras qualidades. De fato, Belluzzo não merece o apelido. Chamem-no de "Dirigente".
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
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Além de tudo isso, o Belluzzo se diferencia do Andrés Sanchez e do Juvenal Juvêncio por não dar entrevistas alcoolizado.
ResponderExcluirahauahuahauhauhauha
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o belluzzo é bom dirigente? é! mas também pode não ser! se ele contrata eu, o bodão, o cereto e o villaron a torcida pode não gostar... mas pode ser que goste!
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